Feitos à mão, em lotes de 54 a 108 unidades. Saponificação a frio: quatro a seis semanas de cura antes de sair do atelier, quando a indústria faz o mesmo em horas. A cor vem de argilas, raízes e minerais. O aroma vem só de óleos essenciais.

O que é a saponificação a frio?

É o método antigo. Os óleos e as manteigas vegetais são misturados com a soda a baixa temperatura e deixados a curar. Nada é aquecido acima do necessário, nada é acelerado. As propriedades dos óleos chegam intactas ao produto final, e a glicerina — que a indústria retira para vender à parte — fica no sabonete.

Depois vem o tempo. Cada barra cura entre quatro e seis semanas em prateleiras, a perder água. Quanto mais dura fica, mais dura no chuveiro. Um sabonete industrial faz este percurso em horas.

O que está lá dentro?

Manteigas de karité, manga e cacau. Óleos de coco, abacate, rícino e amêndoa doce. Argilas, sais minerais, ervas em pó e raízes. Óleos essenciais puros para o aroma.

O que não está: conservantes, espessantes, corantes sintéticos, fragrâncias de laboratório, óleo de palma. A cor de cada barra vem da matéria-prima que lá está — a curcuma dá o laranja, o carvão activado dá o preto, a alkanet e a spirulina dão o rosa e o verde.

Qual escolher?

Para pele sensível ou reactiva, o de cânhamo e o de aveia e mel, os mais calmantes e emolientes da colecção.

Para pele oleosa ou com necessidade de limpeza profunda, o de carvão activado, o de argila do Mar Morto e o de argila branca e verde.

Para pele seca, o de óleo de coco, o de alfazema e cedro e o de leite de cabra.

Para uma esfoliação suave, o de sal dos Himalaias e o de curcuma.

Todos são vegan, à excepção dos que indicam mel ou leite de cabra na composição. Todos chegam embalados em papel, sem uma única peça de plástico. Todos estão registados no Infarmed e na plataforma europeia CPNP.